Prevalência de Lesão por Pressão em Pacientes de Alta Complexidade: Evidências a Partir de Literaturas Científicas
DOI:
https://doi.org/10.36489/feridas.2025v13i67p2531-2544Palavras-chave:
Lesão por Pressão, Prevenção, Cuidados de Enfermagem, Unidade de Terapia IntesivaResumo
As lesões por pressão (LPP) são consideradas um dos principais agravos relacionados à assistência em saúde, especialmente em pacientes de alta complexidade, devido à sua incidência elevada, às complicações clínicas e ao impacto na qualidade de vida dos indivíduos. Este estudo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão narrativa da literatura, a prevalência, os fatores de risco, as estratégias de prevenção e as repercussões das LPP em pacientes hospitalizados. A busca foi realizada no Google Acadêmico, entre abril e maio de 2024, utilizando descritores específicos, e resultou na seleção de 27 artigos publicados entre 2019 e 2024 o qual atendiam aos critérios de inclusão. Os achados evidenciaram que pacientes idosos, críticos, acamados, em uso de dispositivos invasivos ou com doenças crônicas apresentam maior vulnerabilidade ao desenvolvimento das LPP. Entre os principais fatores de risco destacam-se a imobilidade, a perfusão tecidual reduzida, a sedação prolongada, a desnutrição e o tempo de internação em unidades de terapia intensiva. Em contrapartida, estratégias como a utilização de escalas preditivas (como a de Braden), a mudança de decúbito, os cuidados com a pele, o uso de superfícies de redistribuição de pressão e a capacitação contínua da equipe de enfermagem mostraram-se eficazes para reduzir a incidência do problema. Conclui-se que a prevenção é a medida mais efetiva e viável diante das graves repercussões das LPP e nesse contexto, o papel da enfermagem, aliado ao trabalho multiprofissional e à implementação de protocolos baseados em evidências, é essencial para garantir qualidade e segurança no cuidado prestado
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