Venda de vermífugos e antiparasitários cai quase 80% em agosto

Relatório aponta que medicamentos da classe, adquiridos em massa durante a pandemia, experimentaram a primeira queda em dois meses

Após dois meses de forte alta, as vendas dos medicamentos antiparasitários e anti-helmínticos, como a Ivermectina, registraram queda no mês de agosto. Segundo dado do levantamento realizado pela Linx, líder e especialista em tecnologias para o varejo, em parceria com o Fundação Getúlio Vargas (IBRE FGV), a quantidade do medicamento vendida caiu 78,5% em relação a julho deste mesmo ano.

Segundo a análise, a queda nas vendas ocorreu no mesmo período em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização do medicamento sem prescrição médica. Apesar da falta de comprovação científica, o remédio foi alvo de uma intensa busca por ser considerado “preventivo” contra o novo Coronavírus e viu seu crescimento disparar. Em junho, as vendas haviam subido 235% em relação ao mês de maio, e em julho, 54% em relação ao mês anterior.

A classe mais vendida em agosto, com 13,7% de representatividade no volume total, foi a de antirreumáticos, como a Hidroxicloroquina, e anti-inflamatórios não esteroidais, como o Ibuprofeno. Esses medicamentos reassumiram a liderança dos mais vendidos, já que no mês anterior figuravam em segundo lugar. A segunda posição em vendas do mês ficou com os analgésicos e antipiréticos, como Dipirona sódica e Paracetamol, com 12% de vendas. Fecham o top 3, com 11%, os contraceptivos hormonais.

São Paulo mantém liderança na importância relativa

Os paulistas continuam sendo os que mais compraram em farmácias, com 34,8% de importância relativa em faturamento nacional, seguido pelo Rio de Janeiro, com 11%; Minas Gerais, com 9,5%; Rio Grande do Sul, com 7%; e Paraná, com 6,9%. Os medicamentos do tipo genérico foram os mais vendidos, com pouco mais de 30% do total, mesmo número em relação ao mês de agosto de 2019.

O ticket médio nacional em agosto de 2020 ficou na faixa de R$ 45, um crescimento de 21% em relação ao mesmo mês no ano anterior. O estado de maior valor médio foi Rondônia, com mais de R$ 60, seguido do Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso.

Os dados foram obtidos a partir da análise de mais de 120 milhões de produtos farmacêuticos, em farmácias da base Linx, sendo mais de 56 milhões de notas de compra, comparando os três últimos meses de agosto.

Fonte: Linx, por meio da assessoria de imprensa 

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