Unicamp e Entourage firmam parceria de pesquisa inédita sobre cannabis para uso medicinal

Pesquisa identificará e analisará características farmacológicas, agrícolas e genéticas de 240 variedades de cannabis para finalidades terapêuticas, como epilepsia refratária

 

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Entourage Phytolab acabam de anunciar um convênio para o desenvolvimento de pesquisa sobre variedades de cannabis exclusivamente para uso medicinal.

O projeto de pesquisa é denominado “Seleção de Genótipos de Cannabis sativa L. para a Produção de Medicamentos” e será realizado em conjunto com o Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp em um período de 28 meses.

O objetivo é descrever as características medicinais, produtivas e genéticas de 240 variedades de cannabis, que serão cultivadas em câmaras de crescimento controlado, chamados de fitotrons.

“A empresa e a Universidade já têm um histórico de parcerias de sucesso voltados para a área da saúde. Agora, com esse projeto, damos um passo importante para desenvolvermos pesquisas de

Imagem de Julia Teichmann por Pixabay

alto nível na área de cultivo cannabis medicinal”, diz Caio Santos de Abreu, CEO da Entourage Phytolab.

O início da pesquisa ainda depende de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o cultivo controlado das variedades da planta e somente para fins de pesquisa. As plantas serão cultivadas exclusivamente dentro de três fitotrons, que controlam a temperatura, umidade do ar, fotoperíodo e intensidade luminosa.

A fim de garantir a segurança das amostras da pesquisa, o local do cultivo será monitorado 24 horas por dia por um sistema de segurança implementado no CPQBA pela Entourage Phytolab, como previsto no convênio, incluindo um rígido controle de acesso com identificação por biometria, portas duplas e câmeras com monitoramento remoto.

A Entourage é a empresa responsável pelos custos do projeto desde a identificação e aquisição das sementes até as reformas e aquisição de equipamentos, que só vão ocorrer após a Unicamp obter a Autorização para Estabelecimento de Ensino e Pesquisa (AEP) do projeto pela Anvisa.

“O projeto vai mapear as variedades mais promissoras para a produção de medicamentos, podendo preservá-las in vitro.”, defende Ílio Montanari Jr., coordenador do projeto e curador da coleção de plantas medicinais do CPQBA Unicamp, sobre a importância da pesquisa colaborativa.

Fonte: Unicamp

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