Úlcera por Pressão / Módulo de Ensino / Tratamento

Tratamento

 Quatro princípios precisam ser considerados no tratamento local das úlceras de pressão:

a) Aliviar ou eliminar a fonte ou a causa da úlcera de pressão – é importante explorar as razões pelas quais o paciente desenvolveu a úlcera de pressão. A movimentação não foi suficiente? O paciente não se movimentou para aliviar a pressãoou não mudou a posição? A técnica de transferência foi inadequada o que levou o paciente a se machucar na cadeira? Que tipo de superfície de suporte seja colchão ou almofada estava sendo usado?

b) Otimizar o micro-ambiente – a ferida precisa ser avaliada de maneira apropriada e a melhor terapia tópica selecionada para permitir a cicatrização. A documentação da avaliação e do tratamento precisa ser feita adequadamente para permitir a avaliação do cuidado e para determinar se as mudanças são necessárias. Tecido necrótico geralmente é removido por um dos métodos de debridamento existentes.

c) Apoio ao paciente com feridas – o paciente precisa ser avaliado e monitorado quanto a nutrição adequada. Infecções locais e sistêmicas precisam ser controladas ou eliminadas. A ferida que não cicatriza, está infectada ou com exposição óssea, precisa ser investigada quanto a presença de osteomielite. As úlceras de pressão estão associadas com presença de dor. Os pacientes precisam ser avaliados quanto a presença de dor e as medidas para alívio da dor precisam ser implementadas. A qualidade de vida do paciente precisa ser considerada.

d) Fornecimento de educação – a educação deve ser fornecida para os funcionários, pacientes e familiares.

 

AVALIAÇÃO DA FERIDA

 

 

1. Por que é feita a avaliação da ferida?

a) Para descrever de forma objetiva o que está sendo visto.

b) Para desenvolver um plano de cuidados com estratégias de tratamento.

c) Para monitorar a eficácia das estratégias de tratamento e acompanhar a evolução.

d) Para haver documentação.

 

2. A avaliação da ferida deve incluir:

a) Tamanho (largura e comprimento) em centímetros.

 

 

b) Profundidade em centímetros.

 

 

c) Presença de túneis, fístulas – medir em centímetros.

 

 

d) Presença de descolamentos, lojas – medir a profundidade e extensão e documentar a localização usando a posição dos ponteiros do relógio como referência.

 

 

e) Localização.

 

 

f) Drenagem (exsudato) – cor, odor, quantidade.

 

 

g) Presença de tecido necrótico.

 

 

h) Evidência de infecção.

 

OBJETIVOS DA SELEÇÃO DA TERAPIA TÓPICA

a) Eliminar tecido não viável ou com o debridamento cirúrgico, mecânica, químico ou autolítico.

b) Eliminar a infecção.

c) Atender as características da ferida.

d) Atender as metas da terapia para o paciente e família.

e) Ser prático para o paciente e família.

f) Ter boa relação custo/benefício.

g) Estar disponível.

 

CURATIVOS MAIS COMUNS

1. Gaze – Existem vários tipos de gazes e a verdadeira é feita com 100% de algodão. A gaze pode ser usada seca, úmida ou colocada úmida e removida quando seca porém esta última forma não é recomendada pois fornece um debridamento não seletivo, podendo lesar também o tecido de granulação. Não deve ser usada para proteção de úlceras no estágio I.

 

 

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