No Dia Mundial da Psoríase os focos são o combate ao preconceito, o diagnóstico, a informação e o tratamento

Doença não é contagiosa e tem tratamento que pode manter pacientes estáveis e com qualidade de vida por muito tempo

 

No Brasil, 2,6 milhões de pessoas convivem com a Psoríase, alteração crônica caracterizada por coceira, lesões avermelhadas e descamações. A inflamação, hereditária em 30% dos casos, apresenta sinais que aparecem, usualmente, no couro cabeludo, no cotovelo e nos joelhos de pessoas com até 30 anos ou mais de 50 anos – podendo, ainda, acometer crianças em menos de 20% dos casos. A doença, que não marca só a pele, provoca, também, desequilíbrio emocional e afeta diretamente a rotina das pessoas que convivem com ela. Contra a Psoríase, enfermidade não contagiosa, não há cura, mas sobra preconceito.

Na vasta maioria dos casos, as pessoas são alvo de intolerância devido às particularidades e à localização em que as marcas surgem. Trata-se de uma saliência vermelha e descascada, coberta por um esbranquiçado com potencial para destacar a lesão, provocando, comumente, receios equivocados. A Psoríase não é transmissível e a falta de informação, inclusive para identificar e reconhecer a doença, faz com que o problema social seja outra barreira a ser enfrentada pelos pacientes.

“Por isso a importância da conscientização, mas não só neste mês, não só no dia 29 de outubro. Sempre. Todos os dias. Para ampliar o conhecimento das pessoas acerca da questão, buscando, principalmente, reduzir e eliminar a violência do preconceito e, também, claro, para aumentar e acelerar os diagnósticos. Embora não haja cura, temos tratamentos que podem manter os pacientes estáveis e com qualidade de vida por muito tempo”, explicou a Dra. Caroline Motta Aguiar, médica dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (CRM: 175434/ RQE 84833), lembrando que nesta quinta-feira, dia 29 de outubro, é o Dia Mundial da Psoríase.

O tratamento pode ser tópico, sistêmico ou fototerápico, reunindo, basicamente, medicação local, uso de hidratantes e banho de sol ou exposição à luz ultravioleta. Tudo sempre orientado por uma médica ou por um médico especialista em dermatologia. Hoje, o mercado farmacêutico trabalha também com algumas pomadas especiais, além do tratamento biológico, com medicações por via oral e intravenosa que têm conseguido atingir bons resultados. “Lembrando que essa atenção, seguindo os protocolos orientados pelo profissional da saúde, deverá ser mantida ao longo de toda a vida da paciente ou do paciente”, ressaltou a especialista.

Psoríase

Os sintomas da Psoríase aparecem e desaparecem sem uma programação ou motivo específicos. A causa pode estar conectada a problemas no sistema imunológico, a alguma dificuldade orgânica na interação com o meio ambiente, além da já citada possibilidade de incidência genética.

De acordo com a SBD, os estudos apontam para o desenvolvimento da doença no momento em que as células responsáveis pela defesa do organismo – chamadas Linfócitos T – liberam substâncias inflamatórias e formadoras de vasos. Com isso, o corpo dá início a um conjunto de respostas imunológicas, que incluem a infiltração da pele com células de defesa chamadas neutrófilos. Como as células da pele estão sendo atacadas, sua produção também aumenta, levando a uma rapidez do seu ciclo evolutivo, com consequente grande produção de escamas devido à imaturidade das células.

Existem oito tipos de Psoríases, que variam conforme o formato, os padrões e os locais em que aparecem. Neste grupo temos, por exemplo, a Psoríase Ungueal, que afeta as unhas das mãos e dos pés, fazendo com que a unha cresça de forma anormal, engrosse, escame, mude de cor e até se deforme, a Psoríase invertida, que atinge principalmente áreas úmidas, como axilas, virilhas, embaixo dos seios e ao redor dos genitais, e a Psoríase Artropática, que além da inflamação na pele e da descamação, causa fortes dores nas articulações.

Fonte: Dra. Caroline Motta Aguiar,  por meio da assessoria.

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