Hospital Sírio-Libanês utiliza novo procedimento para tratamento de tumores hepáticos

Radioembolização é restrita ao tratamento de tumores e metástases
Índicehepáticas que já não respondem ao tratamento convencional

O Hospital Sírio-Libanês está utilizando uma técnica pioneira no Brasil para o tratamento de câncer hepático. O procedimento de radioembolização, denominado Yttrium-90, é constituído por microesferas contendo o princípio radioterápico isótopo de ítrio que agem internamente no tumor.

O tratamento é complexo, de alto custo e está sendo utilizado apenas em casos específicos de tumores e metástases hepáticas que já não respondem aos procedimentos convencionais. Por meio de um cateter introduzido por uma artéria da perna as microesferas alcançam as lesões hepáticas, que são combatidas internamente, por meio da radiação emitida.

De acordo com o diretor geral do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, Dr. Paulo Hoff, a técnica é usada convencionalmente em centros da Europa e dos Estados Unidos que possuem equipes multidisciplinares especializadas em lesões de câncer do fígado. No Brasil, a técnica é utilizada há aproximadamente cinco meses pela equipe do Hospital Sírio-Libanês, a partir da estratégia de oferecer tratamentos com tecnologia de ultima geração.

O Yttrium-90 pode ser usado juntamente com outras estratégias como a cirurgia e mesmo a quimioterapia. Havendo a indicação médica a aplicação ocorre em um mês, a partir da importação da substância. Conforme os Drs. Airton Moreira e Francisco Carnevale do Centro de Hemodinâmica do hospital, trata-se de mais um avanço nas técnicas de radiologia intervencionista.

O tratamento é realizado em duas fases. Na primeira, é feito um estudo dos vasos do fígado e das lesões tumorais. A segunda etapa, com um intervalo mínimo de uma semana, consiste na aplicação das microesferas radioativas de acordo com o que foi planejado na fase anterior.

Realizado por radiologistas intervencionistas, em uma sala dentro do Centro de Intervenção Guiada por Imagem, o procedimento não exige internação e é acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por médicos da área de Medicina Nuclear e da Oncologia. “O uso da radioembolização possibilita mais uma opção real no controle ao paciente que tem doenças responsivas”, explica o Dr. Frederico Costa, do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.

A radioembolização é concentrada no interior das lesões tumorais, poupando o fígado, que apresenta uma baixa tolerabilidade à exposição por radiação, o que impossibilita o uso da radioterapia convencional na maioria dos casos.

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