HGE implanta tratamento inovador para ferimentos e úlceras por pressão

A nova técnica, que vem sendo utilizada desde 2011, em abril deste ano ganhou reforço com a implantação do novo serviço e com a formação de uma equipe multiprofissional

Dentro da proposta de melhorar a qualidade de vida dos pacientes portadores de feridas provocadas por traumas, escaras, queimaduras e outros, o Hospital Geral do Estado Osvaldo Brandão Vilela, implantou o Serviço de Atenção à Pele e Feridas, que tem como finalidade  proporcionar mais conforto ao doente, através de um tratamento avançado de “Terapia de Vácuo” (por pressão negativa), que  reduz o tempo de internação.

A nova técnica, que vem sendo utilizada desde 2011, em abril deste ano ganhou reforço com a implantação do novo serviço e com a formação de uma equipe multiprofissional, formada por  médicos, nutricionista, farmacêutica, psicóloga, assistente social, fisioterapeuta e técnica de enfermagem. O resultado nos pacientes que foram submetidos ao tratamento é considerado positivo. Até agora 34 pessoas que estiveram internadas no Hospital Geral do Estado (HGE) se submeteram a nova técnica, e desse total, dez foram realizados em 2013.

A coordenadora do serviço, a enfermeira Rosário de Fátima Albuquerque, explicou que o método utilizado, apesar da nova tecnologia, é executado com medicamentos já usados na unidade hospitalar. “Não descartamos os remédios que são utilizados no hospital. Através da tecnologia passamos a oferecer um curativo ideal, que é atraumático, indolor, acelera o processo de cicatrização  e reabilita o paciente, já que há o envolvimento de vários profissionais”.

A terapia a vácuo (por pressão negativa) está sendo utilizada em pacientes portadores de feridas que não estão correspondendo ao tratamento convencional. O procedimento consiste, segundo Rosário de Fátima, na retirada de secreção (exsudato) no leito da ferida, o que provoca a redução do edema e aumenta a permeabilidade vascular, ou seja, a circulação e consequentemente, a cicatrização ocorre mais rápido. E, ainda, controla a infecção, tanto na ferida, como também no meio externo, uma vez que não há contato com o material que é retirado da lesão.

Com a implantação do tratamento,  pacientes que estavam há  mais de seis meses internado no HGE foram tratados e liberados. Atualmente, duas pessoas estão se submetendo ao tratamento, uma que chegou proveniente de uma unidade hospitalar com o quadro agravado e outra foi internada no dia 26 de setembro. “O paciente em tratamento fica entre 30 a 60 dias, antes alguns passavam até um ano”, afirmou a enfermeira. Após a alta, o paciente é encaminhado para uma cirurgia, onde será feito um enxerto.

De acordo com a enfermeira, o hospital está adquirindo 100 colchões com pressão alternada (colchões pneumáticos), que serão colocados nas Unidades de Tratamento Intensiva e Semi-intensiva. E, serão adquiridos também, protetores cutâneos. As aquisições fazem parte da ação preventiva para úlceras por pressão, conhecidas também como escaras.

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