Estudo fala sobre uso da medula óssea em lesão de cartilagem

Um estudo publicado pela revista científica Ciência Latina falou sobre como acontece o uso da medula óssea em lesões de cartilagem. De acordo com o autor, a cartilagem  possui  os  mesmos  elementos  teciduais  do  osso:  as  células,  a  matriz intercelular  e  um  sistema  de  fibras  arranjadas.  

“Em  adultos,  a cartilagem  localiza-se  nas superfícies das articulações sinoviais (nas superfícies articulares da tíbia, do fêmur e na patela da articulação do joelho), nas paredes do tórax, laringe, traqueia, brônquios, nariz e  orelhas,  e  como  pequenas  massas  isoladas  na  base  do  crânio.  Assim,  em  termos biomecânicos, a função da cartilagem é associada à sua localização.”

Para entender como a medula ósseos PODE ser usada, o artigo mostra que, a cartilagem nas   extremidades   dos   ossos   longos   providencia   deslizamento para   as   superfícies articulares, e serve como uma superfície suporte dos carregamentos normais impostos à estrutura musculoesquelética, além de atuar como meio de absorção de impactos, de modo que sua presença é vital para a manutenção do movimento normal da articulação, e  sua  degradação  é  um  ponto  chave  para  as  doenças  degenerativas,  tais  como  a osteoartrite.

“A  perda  de  tecido  devido  a  defeitos  congênitos,  processos  patológicos  ou  traumas estimulou a busca por tecnologias alternativas, com objetivo de reparo ou substituição de tecidos ou órgãos danificados, o que demonstrou-se como justificativa e problemática da  presente  pesquisa,  tendo  em  vista  que  ano  após  ano,  o  número  de  pacientes  que demonstram algum tipo de lesão de cartilagem cresce, demonstrando a necessidade de manutenção  dos  tratamentoS até  então  utilizados,  passando-se  para  uma  abordagem preventiva, isto é, buscar prevenção as causas de lesões por meio de métodos alternativos.”

O estudo concluiu que “o aspirado de medula óssea surge como terapia celular inovadora, já que sua técnica é simples, tem baixa morbidade e fornece células-tronco mesenquimais, as quais  vão  atuar  no  reparo  tecidual  da  articulação”, diz trecho.

O autor concluiu que ainda  não  é  possível  um  tratamento que  vise  a  recuperação  completa  da  cartilagem, tendo em vista que a mesma não possui capacidade complexa de  regeneração e ainda que  assim  fosse,  não  tornaria  sua  capacidade  plena  de  funcionamento,  ante  suas características  e  funções  primárias  estabelecidas  desde  sua  formação.

No entanto, “em procedimentos reconstrutivos de tecido cartilaginoso, o principal objetivo é manter as  propriedades  tridimensionais  da  matriz.  Assim,  deve-se  priorizar  a  manutenção  de forma e tamanho da matriz por meio de suportes temporários ou permanentes, além de providenciar  sustentação  estrutural,  mecânica  e  biológica  para  as  células,  permitindo remodelamento adequado”.

O artigo foi escrito pelo médico ortopedista e traumatologista, especialista em cirurgia da coluna vertebral, medicina regenerativa com o uso de célula tronco, Dr. Luiz Felipe Carvalho, que também é Membro da comissão científica do Blanc Hospital, Porto Alegre e São Paulo.


Sobre o Dr. Luiz Felipe Carvalho

Dr. Luiz Felipe Carvalho é ortopedista especialista em coluna vertebral e medicina regenerativa. Já tratou grandes atletas como o tenista uruguaio Pablo Cuevas, o jogador de futebol Rodrigo Dourado e o Ferreirinha do Grêmio. Além do tenista Argentino naturalizado Uruguaio Pablo Cuevas que faz tratamento com célula tronco desde 2017 melhorando muito sua performance avançando no ranking desde então.

O Gaúcho possui um profundo conhecimento sobre os modernos procedimentos cirúrgicos da coluna vertebral e também trabalha com técnicas minimamente invasivas. É diplomado pela Academia Americana de Medicina Regenerativa (AABRM), e pelo grupo Latino Americano ORTHOREGEN. Atualmente está estruturando o serviço de Medicina Regenerativa no Blanc Hospital em São Paulo.

Fonte: MF Press Global / Foto Ilustrativa: Freepik

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