COREN-SP participa de audiência pública com conselhos da saúde

Ocorreu hoje (17) no Auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em São Paulo (SP), a audiência pública “O papel dos conselhos de fiscalização da área da saúde na qualidade da formação profissional para a proteção da sociedade”.

O COREN-SP foi representado pelo presidente Prof. Dr. Mauro Antônio Pires Dias da Silva, que também é atualmente presidente do Fórum dos Conselhos e Atividades Fins da Saúde, e pelo conselheiro do COREN-SP Educação Ramon Moraes Penha. Estiveram presentes representantes dos conselhos regionais de Medicina, Farmácia, Nutricionistas, Odontologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Biomedicina, Biologia, Educação Física, Medicina Veterinária e Psicologia.

O Prof. Mauro também compôs a mesa de abertura do evento, juntamente com o deputado estadual Carlos Neder, proponente da audiência pública e membro da Comissão de Educação e Cultura, além de Stela Pedreira (Secretaria de Estado da Saúde – SES), Mário Vedovello Filho (Conselho Estadual de Educação de São Paulo – CEE) e Floriano Nuno Pereira (Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo – COSEMS).

Em seu discurso, o presidente do COREN-SP pontuou a qualidade deficitária na formação dos profissionais como uma das principais causas pelos erros cometidos, e que afetam diretamente toda a sociedade. “Recebemos trabalhadores já formados e temos que nos debruçar sobre questões que fogem às responsabilidades do conselho”, esclareceu.

A seguir, representantes de todos os conselhos da área da saúde proferiram discursos, que tendo em comum questões pertinentes como falta de valorização das profissões e formação sem qualidade, uma das consequências da quantidade excessiva de cursos que formam profissionais que acabam não absorvidos pelo mercado.

O conselheiro Ramon inicou sua fala indicando que “novos modos de adoecer exigem novos modos de curar”. Contextualizou essa afirmativa fazendo uma breve retrospectiva histórica do primeiro curso de enfermagem do Brasil fundado na Escola Anna Nery, cuja base curricular priorizava as necessidades sanitárias da época e, na medida em que novas demandas da área da saúde surgiam no país, com elas também vieram novas estruturações curriculares. Nesse sentido, questionou se atualmente os currículos vislumbram as necessidades de saúde da população, balizadas pelas políticas públicas de saúde especialmente ou pelas relações políticas e mercantilistas atuais. Problematizou ainda os cursos em modalidade a distância de graduação em Enfermagem aprovados pelo MEC, questionando: “Como alguém que vai cuidar de outra pessoa pode ter a maioria de sua carga horária cumprida a distância?”.

Fonte: Coren

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