Brasil é o 2º país a alcançar todas as medidas da OMS na luta contra o tabagismo

Lançado na última sexta-feira, 26, o sétimo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a epidemia mundial do tabaco analisa os esforços nacionais para aplicar as medidas mais eficazes da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco (CQCT da OMS), que comprovadamente reduzem o consumo do tabaco. O informe aponta o Brasil como um país que, depois da Turquia, se tornou o segundo a implementar integralmente todas as medidas MPOWER no seu mais alto nível de consecução.
Já foi demonstrado que medidas como as intervenções “MPOWER” salvam vidas e reduzem custos, por evitarem despesas com cuidados de saúde. O relatório MPOWER foi lançado em 2007 para promover ações governamentais a partir de seis estratégias de luta contra o tabaco, em linha com a CQCT da OMS, para:
  • Monitorar o uso de tabaco e políticas de prevenção
  • Proteger a população contra a fumaça do tabaco
  • Oferecer ajuda para cessação do fumo
  • Advertir sobre os perigos do tabaco
  • Fazer cumprir as proibições sobre publicidade, promoção e patrocínio
  • Aumentar os impostos sobre o tabaco

O foco do último relatório está nos progressos que os países fizeram para ajudar os fumantes a pararem de fumar. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, afirmou que os governos devem criar serviços de cessação do tabagismo como parte dos esforços para garantir a cobertura universal aos seus cidadãos.

“Abandonar o tabaco é uma das melhores coisas que uma pessoa pode fazer pela sua própria saúde”, disse o Dr. Tedros. “O pacote MPOWER fornece aos governos as ferramentas práticas para ajudar as pessoas a abandorarem o hábito e viverem vidas mais longas e saudáveis”.

Atualmente, no mundo, 2,4 bilhões de pessoas vivem em países que atualmente oferecem serviços completos de cessação do tabagismo (2 bilhões a mais do que em 2007). Porém, apenas 23 países oferecem esses serviços de cessação no nível das melhores práticas, fazendo desta medida MPOWER a mais sub-implementada em termos de número de países que oferecem cobertura total.

Entre os serviços de cessação do tabagismo, estão linhas telefônicas nacionais de cessação gratuitas, serviços de “Cessação móvel” para atingir um maior número de pessoas por meio de telefones celulares, aconselhamento por prestadores de serviços de atenção primária à saúde e terapias gratuitas de substituição da nicotina.

Michael R. Bloomberg, Embaixador Mundial da OMS para as Doenças Não Transmissíveis e Lesões e fundador da Bloomberg Philanthropies, afirmou que o relatório revela que os esforços dos governos para ajudar as pessoas a deixarem de fumar funcionam, quando devidamente implementados.

“Mais países estão priorizado o controle do tabaco e salvando vidas, mas ainda há muito mais trabalho a ser feito”, disse Bloomberg. “O novo relatório da OMS destaca os esforços globais feitos para ajudar as pessoas a pararem de fumar – e detalha alguns dos nossos ganhos mais importantes”.

O relatório, financiado pela Bloomberg Philanthropies, revelou que, embora apenas 23 países tenham implementado políticas de apoio à cessação do tabagismo em seu mais alto nível, há outros 116 países que oferecem serviços total ou parcialmente subsidiados em algumas ou na maioria das unidades de saúde e mais 32 que oferecem serviços, mas não cobrem os custos, demonstrando um elevado nível de procura de ajuda para parar de fumar por parte da população.

O consumo do tabaco diminuiu também proporcionalmente na maioria dos países, mas, com o crescimento demográfico, o número total das pessoas que consomem tabaco continua elevado. Atualmente, estima-se que existam 1,1 bilhão de fumantes, aproximadamente 80% dos quais vivem em países de baixa e média renda.

 

Imagem: Image by Martin Büdenbender from Pixabay

Fonte: OPAS/OMS

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