A visibilidade da enfermagem na pandemia da Covid-19

Docente de Enfermagem da instituição, Dayane Aguiar Cicolella e Responsável Técnica pela Enfermagem do município de Cachoeirinha, Kelly Ribeiro, participaram de pesquisa conduzida por docentes do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que estava acontecendo uma pandemia, muitas coisas mudaram do dia para noite, entre elas a vida dos enfermeiros, médicos e demais profissionais de saúde.  

Inúmeras notícias, imagens, entrevistas e demais informações, começaram a circular rapidamente na imprensa, sobre a proliferação do coronavírus, assim como orientações de prevenção e riscos. Diante do cenário, a docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Cesuca, Dayane Aguiar Cicolella, participou de um estudo conduzido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul que analisou imagens que foram propagadas na mídia, apresentando enfermeiras como “heroínas” na linha de frente do combate ao coronavírus. A pesquisa abordou o destaque que as mídias estabeleceram aos profissionais da enfermagem relacionando a profissão às tarefas de doação e sacrifício pelo bem-estar da população.  

De acordo com a pesquisa, foram selecionadas seis imagens veiculadas em mídias nacionais e internacionais nas quais enfermeiras são retratadas como heroínas para combater a Covid-19 e são promovidas de coadjuvante à personagem principal, aliando estratégia de cuidado ao discurso cientifico da defesa do distanciamento social. As imagens as retratam enquanto mulheres que enfrentam sofrimento laboral por executarem trabalhos extenuantes e uso prolongado de equipamentos de proteção individual. 

O objetivo do estudo foi analisar de forma cultural essas imagens circuladas na mídia em relação a esses profissionais de saúde, principalmente as enfermeiras. Visto que esses trabalhadores, sempre foram vistos em segundo plano, já em períodos de guerras, crises e pandemias, a sociedade os enxergam como verdadeiros heróis. Portanto, a pesquisa teve a finalidade de avaliar os destaques aos profissionais de Enfermagem em todo o mundo.  

Algumas imagens observadas pelo estudo, demonstram como os enfermeiros trabalharam arduamente ao longo desses dois anos, uniformizados como soldados que se dirigem à guerra.

“No início da pandemia, pouco importava quem eram os enfermeiros, mas sim a posição e o lugar que ocupavam frente o combate do vírus, tornando-se um poderoso instrumento para incentivarem pessoas a manter o distanciamento social”, comenta Dayane Aguiar, professora do Cesuca.

De forma geral, o estudo apresentou análises que apontam para uma necessária reflexão de quem são os verdadeiros protagonistas da saúde, mostrando locais de fala e estratégias que foram vistas ao longo da pandemia. E o foco central foi além de demonstrar à exaustão as inúmeras imagens que circularam a respeito do trabalho de enfermeiros/as, também possibilitar a construção e reprodução de discursos, articulados com outras questões, tais como a do racismo estrutural e das diferenças de gênero dentro da profissão.

Confira o estudo completo.

Por: XCOM / Foto Ilustrativa: Freepik

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