Entrevista – Úlcera por Pressão – Dr. Adriano A. Mehl

Úlcera por Pressão

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Dr. Adriano A. Mehl CrmPR 12.959 / RQE 6.088:
Mehl, AA. MEDICINA INTERNA
Médico Responsável pela Comissão de Feridas e Curativos e pelo Ambulatório de Feridas e Pé Diabético no Hospital Pilar – Curitiba/PR, Membro da European Wound Management Association – EWMA, Membro do Board Científico da Aesculap Academia – AAK, Membro da Sociedade Brasileira de Tratamento Avançado de Feridas – SOBRATAFE, Médico Pesquisador e Consultor em Novas Tecnologias para Prevenção e Tratamento de Feridas.

Profissional fala sobre a preocupação recorrente no Brasil a respeito do atual panorama sobre Úlceras por Pressão

O panorama atual frente às Úlceras por Pressão (UPP) é extremamente preocupante em nosso país. Só o mudaremos se houver uma intensa e imediata modificação na política de educação, conhecimento e conscientização dos profissionais da Saúde sobre o tema em questão e um maior investimento do setor público e privado nas medidas de prevenção e tratamento precoce e custo-efetivo. Precisamos traçar o real perfil deste problema no Brasil, elaborar diretrizes e protocolos que sejam de fácil aplicabilidade, e trabalhar rapidamente para reduzir as altas taxas de incidência e prevalência de UPP que levam os pacientes portadores desta lesão prevenível, a um risco aumentado de morbi-mortalidade.

Revista Feridas: O que são as Úlceras por Pressão (UPP)?

Dr Adriano Mehl: As UPPs são definidas como áreas de dano localizado na pele e tecido subjacente causado pela exposição à pressão não aliviada de uma proeminência óssea sobre as portes moles contra uma superfície, ocasionando isquemia, hipóxia e morte celular. Pode ter origem pelos mecanismos de pressão, cisalhamento, fricção ou uma combinação destes fatores (Pressure Ulcer Definition. Disponível em: http://www.npuap.org/pr2.htm./ Acesso: 04/09/2011, às 14:00h).
Porém a causa mais comum é quando o paciente é arrastado sobre a cama, ao invés de ser levantado (Deeks, J., Dealey, C., 1996. Wound care clinic. Pressure sore prevention: using and evaluating risk assessment tools.British Journal of Nursing 5 (5), 313–314, 316–20).
Então, quando a pressão aplicada à pele por algum tempo é maior que a pressão capilar normal (32 mmHg para as arteríolas e 12 mmHg para as vênulas), esta leva a um processo de isquemia, hipóxia e edema tecidual, o qual contribui acentuando o afastamento das células dos vasos nutrícios, com consequente destruição tecidual por falta de oxigenação e nutrição celular/tecidual. É a intensidade e a duração do efeito da isquemia ocasionada pela proeminência óssea contra um obstáculo que serão os fatores determinantes no aparecimento da UPP. Com isso verifica-se a importância da identificação do paciente de risco para desenvolver UPP, da avaliação da integridade da pele, da mudança efetiva e sequencial do decúbito, da avaliação nos níveis de mobilidade e de percepção do próprio indivíduo.
Lembrar que o Mal Perfurante Plantar no paciente neuropata também é considerado uma lesão por pressão.

 

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