Estudo com novo anticorpo monoclonal para o tratamento da esclerose múltipla mostra redução no risco de surtos e progressão da doença

Novos desdobramentos de estudos comprovam o benefício e segurança do ocrelizumabe, primeiro medicamento aprovado pelo FDA para tratar os dois tipos da enfermidade

A Roche, líder mundial em inovação em saúde, anunciará novos dados de ensaios clínicos focados no tratamento de pacientes com esclerose múltipla durante o 3º Congresso da Academia de Neurologia Europeia (EAN), em Amsterdam. Os estudos foram realizados em portadores das formas remitente recorrente e progressiva primária, para a qual ainda não há medicamentos, e comprovaram a eficácia e segurança da molécula ocrelizumabe, recém-aprovada pelo órgão regulatório americano, o Food and Drugs Administration (FDA), e em fase de aprovação no Brasil.

Em análises primárias, o uso do anticorpo monoclonal ocrelizumabe mostrou: redução da taxa de recorrência de surtos da doença em 55%; suprimiu mais de 90% das lesões ativas ao longo de dois anos; e aumentou para 76% o número de pacientes que não tiveram nenhuma evidência de atividade da doença, em comparação ao tratamento padrão. Trata-se de uma análise exploratória combinada dos estudos de fase III OPERA I e OPERA II em pacientes com a forma remitente recorrente.

Para a forma progressiva primária, no estudo ORATORIO, os pacientes não experimentaram progressão de incapacidade e relataram redução significativa na fadiga em comparação com aqueles que tomaram placebo, comprovando a importância do tratamento efetivo para os pacientes portadores deste tipo de esclerose múltipla.

Os estudos que serão apresentados durante o congresso EAN constataram que os portadores de esclerose múltipla remitente recorrente que faziam uso do ocrelizumabe mostraram menos evidências de progressão da doença também na função dos membros superiores e menos problemas na marcha, além de retratar redução geral da progressão da doença. Já nos estudos com o tipo primária progressiva o tratamento com a molécula diminuiu a probabilidade de surtos graves e progressão da deficiênciatriplicou o número de portadores sem evidência de doença ativa; e reduziu o risco da necessidade da utilização de cadeira de rodas, quando comparado ao placebo.

Outro destaque do evento será a apresentação dos dados dos estudos com pacientes que foram expostas à terapia com ocrelizumabe durante a gravidez, um importante indicador para o entendimento da doença e da ação dos medicamentos. “Considerando o impacto que o ocrelizumabe pode propiciar, é fundamental que estes aspectos adicionais dos dados científicos sejam compartilhados com a comunidade médica para que auxiliem nas melhores decisões terapêuticas para estes pacientes”, destaca Lenio Alvarenga, diretor médico da Roche Farma Brasil.

Além das exposições dos estudos, a Roche, focada na constante educação científica sobre a esclerose múltipla, promoverá dois simpósios que abordarão temas como a importância de reconhecer a progressão da doença, independente da presença dos surtos, e como isso pode significar uma nova perspectiva no cuidado dos pacientes.

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