Avaliação de Ciclo de Vida comprova a ecoeficiência de Nãotecidos e Tecidos Técnicos para o segmento Médico Hospitalar

A Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) analisa os impactos ambientais potenciais ao longo da vida de um produto ou serviço, desde a extração da matéria-prima até a destinação final
Para agregar valor aos nãotecidos e tecidos técnicos destinados ao mercado Médico Hospitalar (toucas, máscaras, jalecos, camisas, camisetas, calças, aventais, campos cirúrgicos, compressas, embalagens para esterilização, paramentação odonto-médico-hospitalar, curativos, protetor oftálmico e outros), esses produtos foram submetidos à Avaliação de Ciclo de Vida (ACV). Trata-se de uma análise dos impactos ambientais potenciais ao longo da vida de um produto ou serviço, desde a extração da matéria-prima até a destinação final.
A ACV, uma iniciativa da ABINT (Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos) e de seu Comitê Técnico Médico Hospitalar (CTH), comparou os produtos de nãotecidos com similares de algodão e o resultado apontou que os nãotecidos se mostram a opção mais ecoeficiente para as aplicações na área médica-hospitalar.
Ao comparar kits cirúrgicos de tecidos de algodão (reutilizáveis) e de nãotecido de polipropileno (descartáveis), a segunda alternativa apresentou melhor desempenho ambiental, reduzindo, por exemplo, o consumo de água em, ao menos, 80%.
Apresentou também melhor desempenho em funções como barreira física a fluidos. Segundo a avaliação, os kits cirúrgicos de algodão perdem a barreira após serem usados seis vezes. E esses kits de algodão utilizam produtos químicos para sua desinfecção, os quais são descartados no meio ambiente após seu uso.
Segundo Michele Louise, coordenadora do CTH, esse tipo de trabalho é essencial para embasar as decisões relativas ao negócio. “A partir de dados científicos, é possível escolher o melhor produto em termos de eficiência ambiental, benefício social e vantagem econômica”, explica Michele.
E a executiva completa: “a divulgação das qualidades técnicas dos nãotecidos somadas às vantagens ambientais são argumentos para que esses produtos ganhem ainda mais espaço no mercado brasileiro”, completa a coordenadora.
Sobre o setor de Nãotecidos e Tecidos Técnicos – O segmento de Nãotecidos, que nos últimos cinco anos investiu mais de US$ 70 milhões em atualização tecnológica em equipamentos de última geração e que hoje emprega no Brasil diretamente mais de 16.500 pessoas, apresenta um consumo aparente de 283.930 toneladas/ano, exportações de 31.990 toneladas/ano e importações de 40.272 toneladas/ano.
Já o setor de Tecidos Técnicos investiu, nos últimos dois anos, mais de US$ 47 milhões em atualização tecnológica e equipamentos e gera cerca de 22.000 empregos diretos. Apresenta consumo aparente de 302.010 toneladas, exportações de 6.235 toneladas e importações de 44.973 toneladas.
Segundo Carlos Eduardo Benatto, presidente da ABINT, a entidade atua para fortalecer essa cadeia produtiva, evidenciando a relevância desses produtos no desenvolvimento de importantes setores da economia. “Iniciativas como essa, que ressaltam as vantagens competitivas dos Nãotecidos e Tecidos Técnicos, reforçam a importância dessa indústria para o desenvolvimento econômico do país”, afirma Benatto.
 
Sobre o CTH-ABINT: O Comitê Técnico Médico Hospitalar (CTH) é formado pelas empresas Lifemed, Lifetex, Maxipack, Medclean, Planitrade, Sulgraff, Venkuri, Braskem, Berry, DUCI e Fitesa e tem por objetivo promover as aplicações de nãotecidos e tecidos técnicos no segmento médico-hospitalar, enaltecendo suas qualidades técnicas e sustentáveis.
 
Sobre a ABINT: Fundada em 1991, a Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos tem como objetivo representar, difundir e defender os interesses da indústria brasileira de Nãotecidos e Tecidos Técnicos, promovendo e apoiando o seu desenvolvimento e o crescimento do mercado de aplicações desses produtos, que são fundamentais a diversos e importantes setores da economia do país.

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