26/04 – Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

Hipertensão arterialO dia 26 de abril, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, é uma oportunidade para que as pessoas estejam sempre atentas a essa doença, que por ser “silenciosa”, na maioria dos casos não é adequadamente diagnosticada.

 

O Dr. Ricardo Pavanello, supervisor do setor de cardiologia clínica do Hospital do Coração (HCor), explica que a hipertensão arterial é uma doença crônica que pode causar efeitos indesejáveis a todo sistema circulatório, ao coração e aos rins. De caráter progressivo, “o problema acontece quando o nível de pressão sanguínea nas artérias está muito elevado, demandando mais do coração para que a circulação responda corretamente”, explica o médico. “Esse esforço é prejudicial, pois pode causar outras complicações para o organismo, como AVC (acidente vascular cerebral) ou infarto agudo do miocárdio”, aponta o Dr. Pavanello.

 

Em todo o mundo, aproximadamente 1 bilhão de pessoas podem ser portadoras da doença. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, no Brasil, entre a população com mais de 18 anos, 23% das mulheres e 20% dos homens sofrem de hipertensão arterial.

 

A hipertensão primária ou idiopática corresponde a mais de 90% dos casos diagnosticados e pode ser potencializada por fatores de risco como stress, diabetes e obesidade.  A hipertensão secundária é rara e aparece em função de complicações nas artérias renais ou nos rins.

 

Por ser uma doença “silenciosa”, o médico reforça a importância de estar sempre com consultas e exames médicos em dia. “Prevenção é a palavra de ordem e controlar os fatores de risco é a melhor forma para tal. O que acontece na maioria das vezes é o diagnóstico ser realizado quando acontecem alterações dos chamados órgãos-alvo, que são cérebro, coração e rins”, explica o Dr. Pavanello.

 

Relacionados ao cérebro, os principais sintomas são tontura, dor de cabeça e AVC nos casos extremos. No que diz respeito ao coração, o paciente pode apresentar desde dor no peito ao próprio infarto agudo do miocárdio. Nos rins, inchaço e diminuição do volume urinário são os principais sintomas. “Praticar atividades físicas, dieta equilibrada e com pouco sal, evitar cigarro e outras drogas também são formas de evitar o problema”, ensina o cardiologista.

 

Sobre o tratamento – Entre as opções para tratar as doenças cardiovasculares que podem bloquear o fluxo de sangue nas artérias do coração e do cérebro, está o ácido acetilsalicílico. “Esse medicamento pode desempenhar um importante papel na prevenção de complicações cardiovasculares, pois auxilia na prevenção de eventos cardiovasculares nesse grupo de risco. Isso se deve ao seu efeito de antiagregação de plaquetas, que permite uma melhora na circulação do sangue no coração e no cérebro. Em associação com o controle da hipertensão arterial e dos demais fatores de risco, seu uso, quando prescrito pelo médico que avaliou o caso, pode reduzir a probabilidade do indivíduo sofrer um AVC ou infarto”, reforça o especialista.

 

Outra opção é o nifedipino, um antagonista do cálcio que age particularmente nas células do miocárdio e nas células da musculatura lisa das artérias coronárias e dos vasos de resistência periférica, reduzindo a pressão arterial. Além disso, em uso prolongado, o medicamento também pode prevenir o desenvolvimento de novas lesões ateroscleróticas nas artérias coronárias.

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